Psycho, a ducha fria europeia com ketchup americano

Fazem alguns tempos que não tinha escrito algo em português neste blog. Neste bilhete, quero voltar à situação política na Europa e na França, ligando micro-eventos nacionais e macro-decisões internacionais.

Nós acabamos de conhecer uma semana animada na Europa e na França. Sendo francês, peço antecipadamente desculpas por meu franco-centrismo, mas é claro, o que acontece no meu país me importa, ainda mais vivendo longe da minha terra. Por isso falo muito dela, mas sem esquecer que representa um ator político, entre outros na Europa de hoje.

Na França, a ministra da ecologia Delphine Batho foi despedida pelo presidente Hollande. Brutalmente. Micro-evento, mas que caracteriza muito bem a situação no país dos 400 queijos. O poder social-democrata francês não hesita mais em demostrar sua autoridade, talvez deveria falar-se de autoritarismo. A ministra, do partido Europe-Ecologie-Les-Verts, aliado aos socialistas no governo do país, criticou o orçamento afetado ao seu ministerio. Não precisou esperar muito tempo antes de assistir à resposta graduada do campo de Solferino (a rua Solferino em Paris é onde fica a sede do Partido socialista). Mandaram ela embora do dia para a noite.

Além da completa falta de juiz dos ecologistas que integraram um governo, que desde o começo não parou de considera-los como cartaz de propaganda verde, além do total desprezo pelos valores ecológicas que esta situação – um orçamento reduzido – demostra em relação aos valores econômicos, este evento reafirma sobretudo as prioridades do governos social-democrata francês. O fundo da questão releva sim de uma questão de escolha de política, do lugar da questão econômica nesta, que entenda-se quando colocada em perspectiva na ideologia defendida pelo François Hollande, há muitos anos já. François Hollande defende o modelo Schroeder, o modelo Blair, o modelo Obama, o modelo Papandréou, a famosa terceira via. Um modelo de « liberalismo social ». O presidente francês, Flanby para os íntimos, faz questão de rebelar-se contra as autoridades europeias quando querem impor medidas de redução orçamentais (respeito dos 3% de déficit público  e 60% da dívida em relação ao PIB) que ele mesmo decidiu ou aprovou …

O caminho tomada pela Europa, e a França em particular, me parece muito preocupante. O governo francês, pintado de rosa aplica uma política, em vários pontos, pior do que seu predecessor, o querido Nicolas Sarkozy, também conhecido com apelido de Joe Dalton ou Iznogood segundo as preferências. Sem entrar nas questões de política interior, vamos nós focalizar na sua dimensão internacional.

O recente escândalo « Snowden » podia ser interpretado como uma chance para a Europa reagir em frente a atitude dominadora e imperialista dos Estados Unidos. Não é coisa recente que eu descrevo agora. Mas a França, pelo menos desde até Sarkozy, sempre conseguiu se autonomizar – para o bem ou o mal – da potência americana. Nos somos o povo que falou « Não » no Conselho de Segurança da ONU quando decidirem invadir o Irak. Isso já era uma posição defendida pelo General De Gaule na saída da ocupação alemão nos anos 1940. Alias, o armamento nuclear francês foi iniciado para oferecer uma capacidade de independência frente ao Oncle Sam e seus invasores dólares. Claro, não é por isso que a França é um modelo a seguir em termo de democracia e respeito das liberdades dos povos. Lembro que na mesma época, evocar a decolonização era tomar o risco de ser chamado de traidor da pátria…

Com Sarkozy, a orientação da diplomacia francesa modificou-se. Washington foi a primeira cidade visitada pelo novo presidente em 2007. Na época, Sarkozy era visto como atlantista, grande amigo do George Bush Jr. Os dois eram de direita, os dois eram neoliberais convencidos, não era tão surpreendente ver estes juntos em Camp David bebendo Whisky, rezando, trabalhando. A França logo reintegrou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN, NATO em inglês) que ela tinha abandonada há décadas, e começou alinhar sua política exterior com a dos EU. Assim por exemplo, participou da guerra do Afeganistão.

Ver um presidente quem diga-se de esquerda correr para Washington pouco tempo depois da sua eleição (6 de maio 2012), foi sim, uma novidade. G8, G20, OTAN, o capitão não perdeu tempo para demostrar sua gratidão… Não tenho certeza que a maioria dos franceses que elegeu François Hollande concordaria, se tivesse realizada o seu significado… Alias, já sei que não. Com efeito, uma grande parte da vitória do socialista deve-se aos 4 millihões de votos da Frente de Esquerda lidada pelo Jean-Luc Mélenchon, que não faz parte da maioria eleitoral no parlamento ou no senado franceses. Hollande, amigo dos americanos, no momento onde a maior crise econômica desde os anos 1930 ainda está em progresso, e que chega à comanda de um país onde cada dia os indicadores socioeconômicos pioram. Não podia ser muito bom…

Aqui chega a força da ideologia. Neoliberal, Hollande acredita em uma saída da crise pelo mercado, este é a Política da Oferta : vamos produzir, qualquer coisa, a qualquer preço – o mais baixo, melhor – para isso precisa-se « ajudar » as empresas (Que doce eufemismo…). Não se contenta validar a política do ex-presidente Sarkozy. Na novlangue, hoje bem conhecida e decifrada, ele exige ainda mais flexibilização do mercado do trabalho (ouvir o fim do contrato de duração indeterminada – CDI -, a generalização dos empregos precários, a constitucionalização das negociações salarias ao nivel empresarial e não setorial), afirma a necessidade da aplicação urgente das incontornáveis reformas na saúde (redução da aposentadoria), e finalmente, o ponto que nos interesse mais aqui, assina todos os tratados neoliberais preparados pela Comissão Europeia (Mecanismos Europeu de Estabilidade, Tratado sobre a Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária (TECG) etc.). Fingindo que quer negociar um pacto de crescimento – sem portanto definir realmente do que se trataria – que nunca existirá, ele deu a assinatura da França, agora mãos e pés amarrados (à condição de não desrespeitar os tratados, claro), para que a Comissão avalia, ex-ante as votações parlamentares nacionais, os orçamentos de todos os países europeus. Ou seja, deixou a comissão a decidir se autorizar ou não tal ou tal medida orçamental ou fiscal, sob pena de receber multas. Como entender a recente rebeldia de François Hollande contra a comissão que lhe pedia acelerar as reformas ? O cinismo de esquerda sempre me assusta mais do que a hipocrisia de direita, não tem jeito.

Isso, foi o retrato parcial do que já foi feito em pouco mais que um ano.

Os recentes acontecimentos não me permitem voltar nem um pouco para mais tranquilidade. Hollande, passageiro voluntário do Titanic que o FMI e a Comissão Europeia (Troïka) estão dirigindo, aparece como preso de um irrealismo ideologicamente construído, e continua obedecer aos dogmas neoliberais, os mesmos que estão destruindo países inteiros como a Grécia, o Portugal, a Espanha, a Itália, criando misera e sofrimento social para todas as populações quem são sujeitas a estas decisões políticas. Preparam, a meu olhar, um futuro muito assombrado para o movimento progressista europeu, e um terreno muito fertil para uma resposta autoritária e xenófoba. Mas como ficar surpreso se for o caso ? Se Gentileza gera Gentileza, do que eu saiba, Autoritarismo nunca gerou Fraternidade entre os povos.

O mais surpreendente, é talvez que tomam decisões sempre fingindo de crer que não acabará atingir in fine a França e seu mentor, a Alemanha. A política da oferta, orientada para o conforto « das empresas », sem nunca se preocupar de saber se tratava-se de pequenas empresas familiais ou de grandes transnacionais, não lhe permite pensar em outros esquemas e propor outras coisas que  incentivas pelos mecanismos de mercado – taxas e subsídios -, flexibilização, reformas, corte orçamentais, todo isso com objetivo prioritário : a redução da dívida, pedra angular do pensamento neoliberal moderno.

É esta que deve ser combatida e destruída – politicamente.

Apesar de confrontar-se cada vez ao recuso do lado alemão em fazer qualquer concessões nas negociações – pelo qual acabamos duvidar da sua real vontade de propor um outro esquema- e ao invés de entender que a política europeia aqui deve definir-se como uma relação de poder e de força, no sentido quase belicista, Hollande segue o vento… E no mesmo tempo, os partidos de extrema direita em vários países europeus aumentam em publicidade e nas pesquisas.  A cegueira socialista europeia não é fenômeno novo na história recente, mas a persistente ilusão à qual está sujeita traduz o forte enraizamento da ideologia neoliberal em instituições que afirmam combatê-lo. O neoliberalismo ainda não morreu, e como todo animal ferido, torna-se muito perigoso até conseguir terminar de abatê-lo.

Me faz delicadamente sorrir quando as palavras planejamento, plano ou planificação fazem tremer a audiência, lhe trazendo à memória episódios pintados do sangue do horror stalinista. O plano, é o Mao, o mau vermelho. Respondo tranquilamente que, como toda ideologia traduzida em ato, o neoliberalismo tem sua agenda própria. E na agenda neoliberal, o próximo passo é uma mudança estrutural futura de grande escala. A maior que seria realizada, sem dúvida. Está em preparação há quase 10 anos, sem que ninguém, ou poucos, tentarem alertar.

Eu poderia já entrar nas explicações, mas prefiro deixar um pouco de suspense… Adoro os filmes de Hitchcock. Vamos então dar um curto rolê antes de entrar no banheiro e assistir a cena da ducha…

Para criar um ambiente, pode lançar o soundtrack…

 

… and action !

O rolê será dado pelo presidente do Equador, Evo Morrales, justamente na Europa há alguns dias. O coitado ousou oferecer asilo na embaixada do seu país em Londres para o criminal-traidor-estuprador-de-cabelo-branco-então-punk-australiano Julian Assange, depois que este ficasse considerado inimigo público pelos norte-americanos por ter divulgados documentos segredos do exercito Yankees, o famoso caso Wikileaks. Deveríamos falar de casos para ser mais preciso, mas vamos passar os detalhes. A atitude deste país (o Equador), com peso econômico mundial ridículo comparado à máquina americana, não foi para agradar seus mestres, isto é uma certeza. Mas o rebelde não satisfeitou-se. Agora que um novo vândalo informático, nomeado Snowden, Edward do nome dele, divulgou documentos que provam uma gigantesca operação de espionagem dos norte-americanos em direção dos países da Europa e do mundo, o presidente do Equador repita a provocação e propõe-se ajudar o criminoso… Obama não gostou.

A reação dos países europeus foi neta e sem hesitação. Um homem, cidadão americano, colocou a vida dele em risco para denunciar publicamente uma escandalosa verdade sobre a maior potência militar e econômica do mundo, acusando esta de violação de todas as leis internacionais, de espionagem a escala industrial ! Como poderia ser de um outro jeito que neto e sem hesitação, não é ?

Neta, sim, foi a resposta, e a honra em jogo, não hesitaram a França, a Itália, a Espanha, o Portugal adeixar conhecido suas opiniões. Recusaram todos as demandas de asilo do Snowden e foram até proibir o avião presidencial equatoriano passar nos seus respectivos espaços aéreos, acusado transportar o criminal Snowden, e obrigado então a um aterrissagem forçado na Áustria…

Mas todo isso por quê ?

Vamos entrar bem devagar no banheiro agora. Eu tomaria uma ducha bem gelada, que está muito quente hoje, não acham ?

Estes países querem proteger o grande irmão – big brother – americano, não tem nenhuma dúvida. É porque o irmão tem um projeto, já faz muito tempo em preparação, e queria realmente que pudesse funcionar, sabe…

Tantos esforços comuns, tanta energia gasta, tantos recursos humanos solicitados, sabe…

Ainda mais, vai ajudar todo mundo, os bebês africanos, a planeta, os oursos polares, as baleias japonesas, as empresas em crise de valorização de capital…

Tô pelado já. Chega aí que já vou ligar a água…

 O projeto, faz pelo menos uma década, tenta preparar, com cooperação e ajuda conjunta da União e Comissão Europeia e dos norte-americanos, a assinatura de um novo tratado que certamente vai salvar a planeta (e as economias capitalistas do norte).

Primeira seria de facadas. Já começa a pintar o banheiro à moda jaguar-cor-sangue…

O projeto pretende criar um mercado integrada entre os Estados Unidos e a Europa. Conforme as explicações de Jean-Luc Mélenchon, deputado europeu da Frente de Esquerda (Front de Gauche) francesa e co-presidente do Parti de Esquerda (Parti de Gauche – PG), o projeto já está nas trilhas desde os anos 1990 onde foram criadas reuniões e grupos de trabalho entre Estados Unidos e União Europeia para « aprofundar suas relações bilaterais ».

Em 1995, a Nova Agenda Transatlântica é adotado. Os EUA e a União Europeia decidiram evoluir para um quadro harmonizado de zona euro-americano transatlântica de livre comércio. Bens, serviços, capitais, locais de produção e trabalhadores qualificados poderiam se mover livremente sobre a base do princípio da livre concorrência. O projeto de Grande Mercado Transatlântico (GMT) nasceu.

Além de alguns avanços ao nível universitário (Projeto Atlantis (Inglês) – 1995) ou ao nível das normalização das normas para alguns setores, não houve avanços significativos.

Em 2005, a Iniciativa de Crescimento e de Integração Económica Transatlântica  e coloca o Projeto Grande Mercado Transatlântico na pauta. Os EUA ea UE decidiram harmonizar as normas de produção, normas de proteção dos consumidores, o acesso ao mercado de serviços, o funcionamento dos mercados financeiros, a política de concorrência ou de propriedade intelectual. Em 2007, a primeira instituição do Grande Mercado Transatlântico é criada. O Conselho Económico Transatlântico (CET), responsável pela harmonização das legislações europeias e estados-unidenses destinadas a tornar-se normas transatlânticas, está  estabelecido.

Na cimeira Transatlântica de 2010, um Grupo de Trabalho sobre Cyber-segurança e Cyber-crime é criado.

Em novembro de 2011, durante a última Cimeira Transatlântica, um Grupo de Trabalho de Alto Nível sobre Emprego e Crescimento foi criado. Foi presidido pelo representante de Comércio dos estado-unidense (atualmente Ron Kirk) e o Comissário europeu para o comércio (atualmente Karel De Gucht).

Este grupo de considerar -A eliminação ou redução das barreiras tradicionais ao comércio de bens, tais como tarifas e cotas tarifárias -A eliminação, redução ou prevenção de barreiras ao comércio de bens, serviços e investimentos -A possibilidade de harmonização de regulamentos e normas -A redução ou eliminação das barreiras não-tarifárias ao comércio de todas as categorias -Reforço da cooperação para o desenvolvimento de normas e princípios sobre questões globais de interesse comum

As serias de facadas continuam, freneticamente. Não é mais uma ducha gelada, é um banho de sangue…

Em junho de 2012, o Grupo de Trabalho de Alto Nível apresentou seu relatório intercalar recomendando :

  • Eliminar todas as tarifas sobre o comércio bilateral;
  • Criação de negociações para acabar com todas as barreiras não-tarifárias e alcançar um mercado totalmente integrado;
  • Serviços: alinhamento no nível o mais alto de acordos de livre comércio existente;
  • Investimentos: alinhamento no mais alto nível de liberalização do investimento e proteção dos investidores;
  • Elaboração de regras comunas para os acordos comerciais e políticas que podem ser usados ​​também para países terceiros;

O deputado Mélenchon faz em seguido, a listas os aspectos negativos do relatório Moreira :

  • « Congratula-se com a boa vontade dos políticos do G8 e do G20 para abrir o comércio e os investimentos, ampliar mercados e lutar contra o protecionismo em todas as suas formas »
  • Diz « um acordo global deve incluir a abertura ambicioso e recíproca do mercado de bens, serviços e investimentos, e também deve se preocupar para modernizar as regras de comércio e melhorar a compatibilidade dos regimes de regulação »
  • Afirma que « ainda assim seria vantajoso fazer progresso em muitas áreas, especialmente no desmantelamento das barreiras comerciais na introdução de medidas para melhorar o acesso ao mercado (…)
  • « Dá a sua adesão para ao objetivo proposto pelo Grupo de Trabalho de Alto Nivel  sobre eliminação de todas as tarifas no comércio bilateral para alcançar a eliminação substancial das barreiras tarifárias sobre a entrada em vigor do Acordo
  • Demostra  um objetivo:  » melhorar a competitividade internacional das empresas em ambos os lados do Atlântico » (bem, a parte norte do outro lado, e não a parte sul …)
  • Apoia « a institucionalização da inter-compatibilidade entre europeus e regimes regulamentares dos EUA (que) facilitaria muito o comércio transatlântico e estabelecer um padrão global bold » (ou seja, quer impor seus padrões no resto do mundo!)
  • Afirma que « normas regulamentares excessivamente rígidas colocam obstáculos ao comércio, e que maior crescimento poderia ser alcançado pelo desmantelamento » (o texto falava de saúde e meio ambiente, pouco antes, mas ninguém sabe se a reflexão porta mais em outras áreas!)
  • « Salienta a necessidade de evitar a criação ainda que inadvertidamente, novas barreiras ao comércio e ao investimento » (…)
  • Disse que « só tomar medidas para promover o investimento e os contratos, deveria ser um componente chave de qualquer acordo transatlântico futuro »
  • « Apoia o objetivo do grupo de trabalho para ir além do nível de liberalização dos serviços realizados pela UE e os Estados Unidos em acordos existentes de livre comércio por desmantelar as restantes barreiras de longa data, incluindo modos de prestação de serviços, apesar de reconhecer a natureza sensível de alguns setores « 
  • Disse que « uma maior coerência entre a regulamentação serviços também poderiam melhorar a integração do mercado único de serviços na União Europeia e nos Estados Unidos, chama para uma maior cooperação no intercâmbio de melhores práticas, a fim de melhorar a eficiência do setor público « 
  • E  demanda « que todos os esforços são feitos para criar mercados digitais e serviços financeiros transatlânticos integrados e verdadeiramente aberto« 
  • Diz « seu compromisso total com o sistema de comércio multilateral consagrado na OMC, que é de longe a melhor garantia de um comércio livre e justo no mundo e deve continuar a ser a base do comércio no século XXI Apesar do surgimento de um mundo multipolar « 
  • « Requer, após a preparação e consulta cuidadosa e completa a abertura de negociações no primeiro semestre de 2013 e aproveitamos o atual momento político e apoio da indústria para permitir rápida e o sucesso das negociações « 
  • « Pedir que as negociações, uma vez abertas, todas as partes interessadas que representam a comunidade de negócios são organizadas para fornecer um suporte abrangente e coordenada para promover um diálogo aberto e transparente, que vai avançar a iniciativa « (então fala de diálogo com os consumidores, mas nunca uma palavra sobre os representantes dos trabalhadores!)

Bem, a lista foi longa, já somos no fundo. Mais uma prova, se precisava, que a União Europeia, símbolo da fraternidade entre os povos para evitar a guerra graça ao « doux commerce »  é um mito completo. Muito ainda acreditam nele. Para quanto tempo ?

No Brasil, nada muito relevante nas mídias sobre o tratado… Uma simples pesquisa no internet nos leva a este artigo do Estadão de São Paulo. Mas pode ter certeza que quando trata-se de espionagem dos americanos com seus país, tudo mundo fica constrangido, as mídias Brasileiras inclusive.

Terminamos aqui com uma nota pessimista. Este projeto está nas trilhas há muito anos. Tempo demais para conseguir uma mobilização popular que poderia impedir sua aplicação? O autoritarismo reinando na Europa já consegui impor medidas drásticas, conseguiu impor tratados até para países que os recusaram por referendum, como a França. Qual é solução então? O futuro crash do euro, já anúnciado por vários economistas muito sérios aqui ou  (em francês), talvez apresentará uma oportunidade de partir de zero e reconstruir, no respeito das nações, um espaçao de convergência socioeconomica que não seja baseado na concorrências de todos mas na cooperação e amizade entre os povos.

Nós queremos este acordo de livre comércio (… ) [Mas] é claro que, para negociar um acordo, é preciso confiança mútua. Um acordo deve ser negociado igualmente e numa atmosfera de confiança, e é exatamente esse clima que precisamos restabelecer.

 Steffen Seibert, porta-voz do governo alemão, para a Globo

A Comissão Europeia (CE), por sua vez, afirmou que a questão não deverá atrasar o início das negociações para um tratado de livre comércio transatlântico, previsto para a próxima semana, em Washington.

02/07/2013- Correio Braziliense

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À propos de Antoine

Professeur de français / Traducteur

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